Caim e Abel – Gênesis 4

O que a história do primeiro relacionamento entre irmãos nos ensina sobre nossos relacionamentos uns com os outros e com Deus?

Áudio completo do sermão do Rev. Rodrigo Franklin de Sousa

Genesis 4:1-16

1 Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR.  2 Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador.  3 Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.  4 Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta;  5 ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.  6 Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante?  7 Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.  8 Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.  9 Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?  10 E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim.  11 És agora, pois, maldito por sobre a terra, cuja boca se abriu para receber de tuas mãos o sangue de teu irmão.  12 Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra.  13 Então, disse Caim ao SENHOR: É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá-lo.  14 Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua presença hei de esconder-me; serei fugitivo e errante pela terra; quem comigo se encontrar me matará.  15 O SENHOR, porém, lhe disse: Assim, qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes. E pôs o SENHOR um sinal em Caim para que o não ferisse de morte quem quer que o encontrasse.  16 Retirou-se Caim da presença do SENHOR e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden.

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Aquilo que traz Esperança – Lamentações 3

Em momentos de profunda angústia, devemos nos recordar do que verdadeiramente pode nos trazer esperança. Áudio completo da mensagem do Rev. Rodrigo Franklin de Sousa.

Lamentações de Jeremias 3:21-26

21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.  22 As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;  23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.  24 A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.  25 Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.  26 Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.

 

 

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A fidelidade de Deus – Oseias 11:1-11

Deus permanece fiel, apesar da infidelidade humana. Essa é a mensagem transformadora do profeta Oseias.

Áudio completo da mensagem do Rev. Rodrigo Franklin de Sousa, na Igreja Presbiteriana de Vila Pompéia.

Oseias 11:1-11

Hosea 11:1-11  Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho.  2 Quanto mais eu os chamava, tanto mais se iam da minha presença; sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura.  3 Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos meus braços, mas não atinaram que eu os curava.  4 Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas e me inclinei para dar-lhes de comer.  5 Não voltarão para a terra do Egito, mas o assírio será seu rei, porque recusam converter-se.  6 A espada cairá sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos, e as devorará, por causa dos seus caprichos.  7 Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; se é concitado a dirigir-se acima, ninguém o faz.  8 Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem.  9 Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira.  10 Andarão após o SENHOR; este bramará como leão, e, bramando, os filhos, tremendo, virão do Ocidente;  11 tremendo, virão, como passarinhos, os do Egito, e, como pombas, os da terra da Assíria, e os farei habitar em suas próprias casas, diz o SENHOR.

 

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O sentido da verdadeira religião – Isaías 58

O capítulo 58 do livro de Isaías nos desafia a avaliar nossas práticas religiosas e a encontrar a essência de uma verdadeira espiritualidade.

Sermão pregado na Igreja Presbiteriana de Vila Pompéia, em 09/02/2014, pelo Rev. Rodrigo Franklin de Sousa.

(Ao fundo, o barulho da tempestade que caiu sobre a Pompéia…)

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Reflexões pastorais sobre o livro do profeta Habacuque – Parte 2

“OLHAI, MARAVILHAI-VOS, DESVANECEI…” (Hb 1.5)

Como vimos, nos dias de Habacuque, a nação de Judá vivia um momento de caos espiritual. O profeta se indignava ao contemplar o mal: a iniquidade e a injustiça pareciam “reinar”. Temente a Deus, ele então se volta ao Senhor e clama por sua intervenção: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?” (1.2). Habacuque sabia que o Soberano, justo e bom como é, não permitiria a perpetuação daquele estado de coisas.

A resposta de Deus à súplica de Habacuque é registrada em 1.5-11. Em visão, Deus revela ao seu profeta que os caldeus, uma nação amarga e impetuosa, pavorosa e terrível, seria suscitada por ele mesmo para disciplinar os judeus. O povo judeu seria subjugado e desterrado pelos babilônicos! Obviamente, não era esta a resposta que Habacuque esperava à sua “queixa”. Em sua réplica à resposta de Deus, questiona: “por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (1.13). Habacuque não entende porque Deus trata o problema do mal em Judá enviando sobre a nação um povo, aos seus olhos, ainda mais violento e cruel. A reação de Habacuque é de perplexidade: “Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado.” (3.2).

Esses “debates” entre Habacuque e Deus nos ensinam algumas lições preciosas sobre a relação entre a soberania divina e a malignidade humana. Em primeiro lugar, podemos clamar a Deus com toda convicção diante do mal, pois Ele responderá! Deus não ficará indiferente diante da maldade ou do sofrimento; sua resposta virá no devido tempo. Em segundo lugar, é importante que nos coloquemos em nosso devido lugar: é presunção orgulhosa imaginarmos que não somos parte do problema do mal presente no mundo. Cada um de nós é pecador, e não devemos nos considerar superiores aos outros. É importante lembrar: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6).

Por fim, a lição mais importante: prepare-se para ser surpreendido por Deus! Diante de adversidades de qualquer natureza (opressão, injustiça, enfermidade, carências…) devemos clamar ao nosso Salvador, pois é mesmo dele que sempre procede o livramento. Contudo, normalmente a resposta de Deus às nossas “queixas” não é exatamente a que esperávamos! Por nos amar, Deus não nos dá o que queremos, mas responde nossas preces sempre com aquilo que PRECISAMOS! Se, por um lado, nós somos míopes diante da realidade da História, Deus tem todas as coisas patentes diante dele. A direção que Ele dá às nossas adversidades pode nos deixar completamente perplexos, pois parecerá a nós, num primeiro momento, uma solução indesejada e amarga. No fim, contudo, revelar-se-á boa, perfeita e agradável.

O que fazer em momentos assim, portanto? A resposta é: Confie! Coloque-se na “torre de vigia” e renove sua confiança em Deus, mesmo que nada pareça fazer sentido… O justo viverá pela sua fé! (Hb 2.4). Mas o que de fato significa “viver pela fé”?

“O JUSTO VIVERÁ PELA SUA FÉ” (Hb 2.4)

            É comum as pessoas se angustiarem ao sentir que Deus está “demorando” em responder suas orações. O que elas não entendem é que muitas vezes Deus JÁ LHES RESPONDEU; o problema é que a reposta divina não era a que essas pessoas esperavam… embora Deus lhes tenha dado exatamente o que PRECISAVAM! Nosso Pai age assim justamente com aqueles a quem ama!

Essa experiência foi vivenciada por Habacuque. Indignado com a maldade de seus contemporâneos, o profeta clama por uma intervenção divina. A resposta de Deus, contudo, deixa o profeta perplexo: o Senhor trataria a iniquidade de Judá enviando os babilônicos para dominar o povo e leva-lo cativo!

Depois de relutar contra a resposta de Deus (1.12-17), Habacuque muda sua postura. Ele decide se calar e colocar-se na “torre de vigia” (2.1). Deus, então, revela ao profeta aquela que talvez seja a mais importante lição quando refletimos sobre o delicado relacionamento entre a soberania divina e o mal que há no mundo: “Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; MAS O JUSTO VIVERÁ PELA SUA FÉ!” (Hb 2.4).

Viver pela fé não significa cultivar “pensamentos positivos” ou “canalizar bons fluídos” quando as coisas vão mal; ou enfrentar crises com atitudes otimistas ingênuas do tipo “no final tudo vai dar certo”… Viver pela fé também NÃO É acreditar muito que Deus vai resolver nosso problema, nos dando dinheiro, saúde ou qualquer outra coisa que sentimos precisar. O compromisso do nosso Pai Bondoso não é com nosso bem-estar. Nosso Senhor, diz a Escritura, faz todas as coisas convergirem para o nosso bem, isto é, nossa eterna salvação. E essa é a nossa verdadeira necessidade!

Deus revelou a Habacuque que os caldeus devastariam seu povo. Embora saibamos que Deus trouxe o povo de volta do cativeiro, não há no livro de Habacuque qualquer promessa de restauração. Contudo, o profeta termina seu escrito com uma das orações de louvor mais lindas da Bíblia: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide… todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.” (3.17-18).

Viver pela fé é desistir de nossa soberba e aprender a confiar em Deus! Não em milagres, curas ou “bênçãos”… em Deus! É saber que a graça de Deus é o que nos basta. É crer, apesar das circunstâncias, que Deus SEMPRE responde nossas súplicas, promovendo nosso aperfeiçoamento espiritual, mesmo quando, num primeiro momento, isso não fique claro para nós. É manter viva nossa esperança em Jesus Cristo, em quem Deus destruiu o poder do pecado, da morte e do inferno, provendo ao seu povo amado vida eterna e abundante!

Quem vive assim, vive pela fé: desfruta plena satisfação em Deus e exulta em sua graça salvadora. Encontrou a fonte da alegria incessante e da esperança firme! Que Deus lhe ensine a viver pela fé! Amém.

davi

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Reflexões pastorais sobre o livro do profeta Habacuque – Parte 1

Apesar dos modismos dos “cripto-liberais” de nossa época – que insistem em afastar Deus dos acontecimentos do mundo –, quem é cristão de verdade reconhece que a Bíblia ensina o governo de divino sobre a História. Para nós presbiterianos, isso é um aspecto central da fé que professamos. Todavia, uma coisa é saber que a Bíblia ensina a soberania abrangente de Deus. Outra é relacionar essa verdade com os fatos do dia a dia.

Eu aprecio a maneira como Habacuque lidou com essa questão. O profeta, obviamente, reconhecia Yahveh, o Deus de Israel, como o Rei de toda terra: nada acontecia a par da Sua vontade. Exatamente por ter esta convicção, em seu pequeno livro, o profeta registra um momento de crise pessoal; o livro é, na verdade, um debate do profeta com o Todo-Poderoso. Façamos algumas considerações a partir do trecho compreendido entre os versos 1.1 e 2.4.

“ATÉ QUANDO, SENHOR, CLAMAREI EU, E TU NÃO ME ESCUTARÁS?” (Hb 1.2)

Ao contemplar as circunstâncias de seu tempo, Habacuque se apresenta diante de Deus indignado: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim” (Hb 1.2-3a). Em seus dias, a nação judaica se tornara espiritualmente rebelde e moralmente corrompida. O profeta não conseguia entender a aparente indiferença de Deus diante dessa situação. Então, ele questiona: “Senhor, sei que és o Deus soberano, e és justo e bom… Por que, então, permites que a nação mergulhe neste estado de degeneração? Onde está a tua intervenção?”

Sejamos honestos: quem nunca se viu lutando com afetos semelhantes? Olhamos ao nosso redor, e nos indignamos com o mal, com a violência, com a desonestidade… Eventualmente, o pecado dos outros nos atinge de cheio, e então essa sensação de indignação se potencializa! Nada mais natural, em momentos assim, que o cristão verdadeiro se volte para Deus em busca de respostas!

Muitas vezes lidamos mal com a soberania de Deus. Criamos o tabu da resignação, interpretando nossa dor como revolta contra Deus. Contudo, é exatamente a FÉ EM UM DEUS SOBERANO que legitima nossa luta em oração por respostas em tempos de crise.

Habacuque nos ensina, portanto, que a reação de indignação diante do mal não é incompatível com a fé em um Deus soberano. É legítimo ao crente se colocar na graciosa presença de seu Deus para externalizar sua angústia. É legítimo clamar por respostas e, mais que isso, pela divina intervenção! Essa reação faz todo sentido na vida de quem crê em um Deus soberano e onipotente.

Mas o ensino de Habacuque sobre a soberania de Deus não para por aí. A indignação, ainda que legítima, não pode ser nossa reação final quando refletimos sobre a relação entre a soberania de Deus e o mal. Há outras verdades preciosas que devemos aprender.

davi

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A voz profética da Igreja – Parte III

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“O Pranto de Jeremias”, de Cândido Portinari (1944) – Na coleção do MASP

                Retomamos nossa apresentação da palavra profética no Antigo Testamento nos voltando para o seu polo negativo. Trata-se dos chamados “oráculos de julgamento” que encontramos em textos como Isaías 1:11-17:

 11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? — diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.  12 Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios?  13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene.  14 As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.  15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.  16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.  17 Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.

                 Porque a palavra crítica é um componente tão importante da voz profética? Porque se quisermos fomentar uma vida alternativa precisamos criticar as estruturas da cultura existente em nosso redor. No caso de Isaías 1, a crítica está voltada para prática meramente formal do culto. A crítica aqui está dirigida àqueles que não negligenciam o formalismo da religião, mas que não se importam com a sua essência, particularmente no tocante à prática da justiça para com os pobres e desvalidos. Essa é a vida “abundante” para a qual os profetas conclamam o povo? Não, é uma espécie de vida “padrão”, sem qualquer diferencial, que qualquer um pode viver. É preciso que a palavra profética venha com força para denunciar, expor, atingir, agredir essa forma de vida. É por isso que na narrativa do chamado de Jeremias, as palavras de Deus ao comissionar o profeta são (Jr. 1:10):

 10 Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares.

                 Não é possível fomentar uma nova consciência, uma nova prática, uma nova vida, sem questionarmos uma consciência entorpecida, uma prática vazia, uma vida sem rumo.

                A palavra crítica é tão importante e presente que para muitos ela se confunde com a totalidade ou a essência da palavra profética. Essa palavra crítica não é a única dimensão do ministério profético, mas ela é fundamental. Ficamos muito calados e omissos diante do erro e do mal. Nos conformamos muito fácil à mentalidade corrente, cheia de ambição e de individualismo, que nos cauteriza a consciência com relação às necessidades do mundo. Claro que também é possível que tenhamos um belo discurso voltado para a justiça social, que advogue a causa dos pobres e necessitados, sem realmente olhar para nós mesmos e sem questionar como estamos distantes desse ideal, ignorando as necessidades dos que estão mais próximos de nós, e o imperativo de exercer a justiça para com eles: nossos funcionários, amigos, familiares, irmãos na igreja… A palavra profética do Antigo Testamento nos desafia a cultivarmos uma nova forma de vida. Esse desafio permanece vivo para a Igreja de hoje. Mais sobre isso em nossa próxima postagem.

 

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