Uma igreja discipuladora

No último “post”, escrevemos sobre a razão que justifica a existência da Igreja: glorificar Jesus por meio da expansão de seu Reino, o que ocorre quando o povo de Deus evangeliza, isto é, anuncia a todos que Jesus triunfou sobre o pecado na cruz.

Mas qual método a Igreja deve adotar para cumprir essa missão? De qual estratégia ela deve se valer para alcançar o objetivo de propagar sua mensagem, expandir o Reino de Deus?
Muitos têm optado claramente por prestigiar números ao invés de pessoas. Desejam falar de Jesus para multidões, sem se preocupar muito em ensinar efetivamente cada indivíduo. A partir dessa filosofia, muitas denominações têm gastado quantias milionárias com “tele-evangelismo” e conferências que reúnem milhares. Sem entrar aqui em discussões sobre resultados, minha pergunta é: foi esse o método que Jesus estipulou como forma de expandir seu Reino?
Em Mateus 28.19 e 20 Jesus ordenou que seus discípulos fizessem discípulos, batizando-os e ensinando-os a guardar os preceitos que aprenderam com Ele. Em outras palavras, o método que Jesus ordenou que a Igreja usasse a fim de expandir seu Reino foi o discipulado. Os cristãos sempre perdem recursos e energia quando tentam falar superficialmente de Jesus a grandes multidões. O modelo de evangelismo “por atacado” dificilmente produzirá mudança genuína na vida das pessoas, uma vez que, se por um lado muitos escutam a pregação ao mesmo tempo, por outro, ninguém é instruído amorosa e individualmente.
Acima de tudo, o mais importante é que o povo de Deus se pergunte: o que Jesus deseja que nós façamos para expandir seu Reino? A resposta que nos é trazida na Grande Comissão é: nosso Rei deseja que implementemos entre nós um relacionamento inter-pessoal de ensino e aprendizagem: Jesus quer que sua igreja ensine pessoas, e não que seja organizadora de grandes eventos ou produtora de shows para rádio e televisão!
Disicpular! Entendemos que é isso que Jesus espera que sua Igreja faça. A história tem demonstrado que a Igreja cresce em número e influência quando promove discipulado, pois Jesus abençoa seu povo quando este é obediente.
Igrejas que desejam de coração sincero obedecer seu mestre, deveriam refletir profundamente sobre o espaço que dão ao discipulado. Mais do que aprender o que é discipular, cada comunidade cristã deveria caminhar no sentido de tornar-se uma igreja discipuladora. Discipulado, portanto, mais do que um assunto a ser estudado, é uma eclesiologia a ser adotada, uma filosofia de ministério verdadeiramente bíblica. A meta de toda liderança cristã deveria ser discipular efetivamente todos os membro de sua igreja, ensinando-os a Palavra de Deus, de forma que se tornem capazes a serem mestres aptos para discipular novos convertidos e novas gerações. Já imaginou o efeitoquantitativo qualitativo que esse método ensinado por Jesus causaria em nossas igrejas, se adotado?
Mas como poderíamos implementar isso na prática? Nas próximas postagens proporemos algumas sugestões, baseadas na Escritura, que serão úteis no sentido de despertar nossas igrejas para a prática do discipulado.
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